sexta-feira, 27 de julho de 2007

As ameaças do mundo actual


Um novo livro da colecção Sociedade Global da Editorial Presença: "As ameaças do mundo actual: alterações climáticas, escassez de recursos naturais, marginalização, militarização, terrorismo". Título original,"Beyond Terror"- "Será mesmo o terrorismo internacional a ameaça principal à segurança internacional?"
De facto todos estes tópicos estão, de algum modo, relacionados e exigem uma resposta global, que falta ainda encontrar, mas de que já existem alguns sinais nos movimentos sociais internacionais.

Algumas das ideias

1 - "O terrorismo não é a maior ameaça enfrentada pelo mundo."
2- "As alterações climáticas são o mais grave motivo de preocupação"
3- "A energia nuclear não nos ajuda a combater as alterações do clima ou a satisfazer as necessidades de energia de forma segura"
4- "A procura de recursos, especialmente petróleo, está a provocar conflitos e a gerar insegurança"
5- "Se queremos evitar um futuro altamente instável, precisamos de repensar todas as nossas políticas de segurança"

Este livro dá muitas pistas para propor, obrigar, os governos em geral, e do G8 em especial, alterações radicais nas suas políticas de segurança e externa.
Não chega às 100 páginas, vale a pena ler!

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Workshop do CIRCA em Julho



Dois dos elementos da CIRCA( http://www.clownarmy.org/ ) estarão presentes em Portugal entre 15 e 20 de Julho para dar um workshop. A duração é de dois dias (ainda a decidir quais). O workshop será grátis!

É preciso saber quantas pessoas estão interessadas em participar neste workshop, para ver se vale a pena realizá-lo.Por isso, passem palavra.Tod@s @s interessad@s mandem um mail para rikardoalves@gmail.com

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Informação Indymedia Anti-G8

Especial informação do Indymedia sobre os protestos anti-G8, na Alemanha e em Portugal. Vê o panfleto aqui e divulga!

Relatório das acções do Dia Internacional pela Justiça Climática

No dia 8 de Junho, Dia Internacional pela Justiça Climática, ocorreram pelo menos 15 acções em 4 continentes. No Reino Unido, Alemanha, Portugal, nos EUA, no Brasil, na Nova Zelândia fizeram-se diversas iniciativas que estão reportadas na Rede Internacional Rising Tide que lançou o apelo. Sabe mais sobre essas iniciativas, com fotos e vídeos, aqui.

sábado, 16 de junho de 2007

A intimidação sobre os manifestantes anti-G8

A polícia alemã procedeu a prisões arbitrárias, sob o pretexto das leis anti-terroristas para intimidar os manifestantes que protestavam contra a cimeira do G8. Mas não teve sucesso!

Censura em Portugal/ Censorship in Portugal (e não só...)

Olá, amigos/as.

É essencial que todos percebam o que se passou nesta última conferência dos G8, e a forma que a Comunicação Social arranjou para não passar a verdade
Eu e milhares de outras pessoas estivemos lá, e a censura tenta por todos os meios apagar a nossa presença das páginas da História.
Não conseguirão.

Este texto é bilingue.

Nota: Comunicação Social = Corporate Media (Os Média subsidiados e pagos pelas grandes corporações // Media that is paid and subsidized by the big corporations)
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Hi, friends.

I don't ask you to send this mail to 30.000 , but to 1 or 2. If you do it, this text will be worthwile.
It is essencial that all can understan what has happened in this last G8 conference, and the way that the Corporate Media has found to not show the truth.

Me and thousands of other people were there, and the censorship is trying by every means to delete our presence from the History books.
They will not do it.

This is a bilingual text.
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Primeiro que tudo, examinemos a nossa presunção de ter realizado algo que mereça estar nos futuros livros de história:

- Nós bloqueámos por terra e de forma efectiva os G8.
- Nós enfrentámos uma força policial e repressiva que se mostrou sempre brutal e que usou de toda a repressão e mentira para nos parar. Falamos de mais de 16.000 polícias, da maior operação policial de sempre na Alemanha para impedir que milhares de pessoas demonstrassem o seu desagrado para com uma organização que é apenas o rosto da política criminosa que hoje domina o mundo.
- Juntámos centenas de organizações e de opiniões diferentes e mais uma vez (este é um movimento que continua a crescer) juntámo-nos todos contra um inimigo comum.
- Nós fomos pacíficos até aos limites da nossa resistência. Pelo contrário, a TV passou uma imagem de manifestantes violentos que pouco ou nada teve a ver com a realidade.

Cacetetes, que vinham juntos com as armaduras policiais, murros, ofensas verbais, gás lacrimogéneo, gás pimenta, cargas a cavalo, cães polícia, helicópteros que nos sobrevoaram 24 por 24 horas (ruído incessante), ameaças veladas, prisões não autorizadas, abusos de poder e todo o tipo de inconstitucionalidades. Tudo isto para além da censura e desinformação da comunicação social, que nos apelidaram de terroristas, jovens agressores, black bloc, jovens de negro, etc etc etc.

Todas as comitivas tiveram que ir de Helicópteros militares de transporte e algumas de lancha. Ao fim do segundo dia de bloqueios, comitivas dos G8 ainda voltavam para trás, para o aeroporto e hotel, impossibilitadas de chegar àquela área-prisão que se tornou Heiligendamm.

Os nossos bloqueios foram pacíficos. Sempre que éramos violentamente expulsos pela polícia, voltávamos à estrada e fizémo-lo vezes sem conta até a polícia começar a desistir, a deixar-nos em paz. Instalámo-nos nas entradas daquela prisão e lá ficámos. Gritámos "Block G8!", "This is What Democracy Looks Like!", "A, Anti-Capitalista!" entre outros.
Ao fim de dois dias, a polícia vestida em armaduras tiradas da idade média, já não conseguia correr atrás de nós. Os homens dentro dessas armaduras suavam e desejavam voltar para casa. Estavam cansados de bater, de empurrar, de estar de pé sob o sol escaldante desses 2 dias - Nós não.

Que notícias ouviram em Portugal? Que notícias o mundo para além da Alemanha terá ouvido? Alguém sabe o que se passou, para além das 100 ou 200 pessoas que tiveram a coragem de pegar em pedras para evitar que os 80.000 fossem esmagados por uma carga policial, que não escolhia alvos?

Já repararam que na nossa comunicação social, poucas notícias passaram acerca da própria cimeira?
Futebol, criancinha raptada, mais futebol, noticiários de 1h15, jornais "independentes" - uma fachada de censura e desinformação.

Agora nós estamos preparados.
Agora estamos por todo o lado.

Aqui fica uma lista de sites com vídeos, textos e fotos do que realmente aconteceu.


http://de.indymedia.org/
http://de.indymedia.org/ticker/en
http://pt.indymedia.org/

Estamos a ganhar.

Activistas do Indymedia Português

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First of all, let's examine our presumption of having done something that deserves to be in future history books:

- We have effectivelly blocked the G8 on the ground.
- We have faced a police and repressive force, that has allways shown itself to be brutal, and that used all it's repression to stop us. We are talking about more than 16.000 cops, the biggest police operation ever in Germany to stop thousands of people to show their unhappiness against an organization that is now merely the face of the criminal politics that rule the world.
- We have brought together hundreds of diferent organizations and opinions, and once again (this movement continues to grow) sticked together against a common enemy.
- We were peacefull until the limits of our resistance. On the contrary, the TV passed on an image of violent protesters that had little or nothing to do with reality.


Batons, that came together with police armours, punches, verbal ofenses, tear gas, pepper spray, horse charges, police dogs, helicopters that flew over us 24 per 24 hours (non-stop noise), cloaked threats, non-authorised arrests, abuses of power and all kind of inconstitutionalities. All this adding to the censorship and desinformation from the Corporate Media, that called us terrorists, young agressors, Black Bloc, yongsters in black, etc etc etc.

All the comitees and convoys had to go in military helicopters, and some went in small boats. At the end of the second day of blockades, G8 comitees were still going back to their hotels and to the airport, not being able to reach by land the prision-area that Heiligendamm had become.

Our blockades were peacefull. Everytime we were violently expelled by the police, we returned to the road and did it again and again until the police started to give up, to tire out and leave us alone. We settled in the entrances to that prision and stayed there. We shouted "Block G8!", "This is What Democracy Looks Like!", "A, Anti-Capitalista!" amongst other things.
After 2 days, the police dressed in middle-age armours, could run after us no more. The men inside those armours were sweating and wanted to go home. They were tired of beating, shoving, standing under the burning sun of those 2 days - We weren't.

What news of this did you hear in Portugal? What news did anyone heard in any other country besides Germany? Does the people know what happened besides the 200 or 300 kids that had the guts to pick up stones and defend the 80.000 on saturday from being smashed by the police charge?

Have you noticed that the portuguese Media shows little news from the conference?
Football, kidnapped little child, more football, 1h15-long news reports, "independent" newspapers - a façade of censorship and desinformation.


Now we are ready.
Now we are everywhere.

Here is a list of sites with videos, texts and pictures of what really happened.

We are winning.

Portuguese Indymedia Activists

terça-feira, 12 de junho de 2007

Video da Acção da Rede G8 Porto



No Porto foi simulado um mercado de direitos de emissão (Outlet do Carbono) onde cada um dos líderes do G8 tentou comprar direitos a outros países, ou seja, "ofereceu" gases de efeito de estufa simbolizados por balões negros "negociados" com quem vai a passar na rua...). Denunciou-se localmente um dos aspectos que mais gravemente está a contribuir para esta situação na zona do Porto: *o abuso e favorecimento do automóvel privado a par com o desprezo e crescente mau trato dado aos transportes colectivos e aos seus utentes.*

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Notícia da Lusa sobre Acções 8 Junho da Rede G8 Lisboa e Porto

Lisboa, Portugal 08/06/2007 15:00 (LUSA)
Temas: ONG, Alterações climáticas

Lisboa, 08 Jun (Lusa) - A rede G8, um movimento que reúne pessoas interessadas em participar na contra-cimeira do G8, promove hoje acções de rua em Lisboa e Porto, assinalando desta forma o Dia Internacional pela Justiça Climática.

Lisboa e Porto são as cidades que se juntam ao protesto global do dia 8 de Junho, que marca também o final da reunião dos países mais industrializados do mundo (G8) na Alemanha, reclamando "justiça climática contra as políticas do países mais ricos do planeta".

No Porto, vai ser simulado um mercado de direitos de emissão de gases com efeito de estufa, com figurantes a representar cada um dos líderes do G8 a tentar comprar direitos a outros países, ou seja, a "oferecer" gases de efeito de estufa.

Os activistas pretendem também denunciar a nível local "um dos aspectos que mais gravemente está a contribuir para esta situação : o abuso e favorecimento do automóvel privado a par com o desprezo e crescente mau trato dado aos transportes colectivos e aos seus utentes".

Em Lisboa, têm lugar várias acções entre a Rua Augusta e a Avenida da Liberdade.

Na Rua Augusta, vai ser simulada uma batalha pela justiça climática contra os líderes do G8: um mapa-mundo em que todas as pessoas impedem que o G8 encha o planeta de gases poluentes, emissões que afectam sobretudo os países do hemisfério Sul.

Os oito países acordaram na necessidade de reduzir para metade as emissões de gás com efeito estufa até 2050 e comprometeram-se a reduzir substancialmente as emissões de dióxido de carbono, causadoras do chamado efeito de estufa e do aquecimento global.

Mas várias organizações ambientalistas criticaram o compromisso sobre as alterações climáticas alcançado na cimeira do G8, mostrando-se convencidas de que não será cumprido o objectivo de redução das emissões de gases com efeito de estufa.

sábado, 9 de junho de 2007

Algumas imagens da Rede G8 Lisboa - 8 Junho






Ver mais imagens aqui. Fotos de Carla Luís. As fotos das faixas são de Daniel Carvalho.

Estas são algumas imagens da iniciativa da Rede G8 em Lisboa, no Dia Internacional pela Justiça Climática - 8 de Junho.
Na Rua Augusta, fizémos uma batalha pela justiça climática, intitulada "O Mundo não é um Alvo, do CO2 tem de ser Salvo", em que todas as pessoas tentaram impedir que os 8 líderes dos países mais ricos enchessem o mundo de emissões poluentes, já que são eles os responsáveis históricos pelas alterações climáticas. O alvo do G8 era o hemisfério sul, simbolizando que são os países mais pobres os mais afectados pela sua poluição, bem como pelas suas políticas irresponsáveis e injustas que permitem que os mais ricos continuem a poluir à custa da miséria e exploração dos mais pobres, quando transformam a poluição em mercadoria e negócio.
Instalámos também um jogo da macaca gigante, com algumas causas da poluição e insustentabilidade planetária (primado do automóvel, urbanização caótica, desflorestação, produção energética convencional) e algumas soluções para salvar o clima e dar qualidade de vida às pessoas (energia solar, transportes públicos, andar de bicicleta, cidade com espaços públicos), convidando as pessoas a pisar a poluição e salvar o clima.
Colocámos ainda 3 faixas na Av. da Liberdade, uma das vias mais poluída da cidade de Lisboa devido ao intenso tráfego automóvel, simbolizando que "400 mil carros por dia em Lisboa é demais", precisamos de "menos carros, mais transportes públicos, menos poluição", queremos "liberdade de movimentos, a cidade às pessoas".

As promessas falhadas do G8

Mais uma vez, os países mais industrializados do mundo falharam em traçar metas e calendários específicos para contribuir para a resolução de problemas gravíssimos que afectam todo o planeta. Em relação a África, as promessas de ajuda no combate às grandes pandemias, SIDA, malária, tuberculose, são insuficientes.
Em relação às Alterações Climáticas, ficou-se apenas por um acordo vago sobre a necessidade de reduzir as emissões de CO2. Os EUA continuam a recusar comprometer-se com uma meta. Ora é vital que o façam quanto antes!

quinta-feira, 31 de maio de 2007

8 de Junho - Dia Internacional pela Justiça Climática Contra o G8

Dia 8 de Junho será o Dia Internacional de Acção Directa pela Justiça Climática, o último dia da reunião do G8 na Alemanha.

Convocado pela Rede Internacional Rising Tide, este é o apelo a acções autónomas, descentralizadas e criativas em várias cidades e locais do Mundo. Já estão marcadas iniciativas no Reino Unido, América do Norte, Alemanha, Canadá, Austrália e muitos outros.

Também em Portugal podemos ajudar a construir este protesto global, em festa e com imaginação. Em Lisboa e Porto a Rede G8, que junta vários activistas individuais e de movimentos e associações que se identifiquem com o tema, junta-se a este protesto com acções de rua.

Queremos marcar este dia com um protesto bem vivo e por isso apelamos a que «te deixes cair nesta rede» porque estamos certos que partilhas destes pontos de vista. A tua participação é importante e podes colaborar de várias formas - pintura, filmagem, representação, distribuição do nosso manifesto, interacção com a população, bicicletada e o mais que queiras sugerir!
É também fundamental que ajudes desde já a passar a palavra.

No Porto:

O que vamos fazer?

Vamos simular um mercado de direitos de emissão («Outlet do Carbono») onde haverá figurantes a representar cada um dos líderes do G8 a tentar comprar direitos a outros países, ou seja, a «oferecer» gases de efeito de estufa (simbolizados por balões negros «negociados» com quem vai a passar na rua...). Denunciar-se-á localmente um dos aspectos que mais gravemente está a contribuir para esta situação na zona do Porto : o abuso e favorecimento do automóvel privado a par com o desprezo e crescente mau trato dado aos transportes colectivos e aos seus utentes.

Onde o vamos fazer?

Na Rua de Santa Catarina. Ponto de encontro no centro comercial de Via Catarina

Quando?

dia 8, claro, sexta-feira, a partir das 15.30h

Para colaborares e para mais informações contacta: rede-g8-porto@pegada.net

936333332
966060499
919053035

Em Lisboa:

Entre a Rua Augusta e a Av. da Liberdade teremos várias acções, de performance ou instalação de rua:
Na Rua Augusta vamos ter uma batalha pela justiça climática contra os líderes do G8: um mapa mundo em que todas as pessoas impedem que o G8 encha o Mundo de gases poluentes, emissões que afectam sobretudo os países do hemisfério Sul. Salvar o clima com justiça social contra a poluição dos mais ricos! Aparece às 17h30 no início da R. Augusta (lado Rossio)

Mas teremos muito mais...

Não faltes! E não deixes de participar nos preparativos! Passa palavra!

Para colaborares e para mais informações contacta: justica.climatica@gmail.com

Para acompanhares todos estes preparativos vai a:

www.geoito2007.blogspot.com

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Custos da Guerra vs "custos" do Desenvolvimento

Cost of the War in Iraq
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«Summary: Using two different approaches, the World Bank Estimates that, if countries improve their policies and institutions, the additional foreign aid required to reach the Millennium Development Goals by 2015 is between $40-$60 billion a year.»

Ora, a avaliar pelos custos da guerra no Iraque, medidos apenas do ponto de vista dos gastos dos EUA, só esses dariam para financiar mais de 10 anos de apoio à prossecução dos Objectivos do Milénio, tendo em conta o limite inferior desta estimativa de custos do Banco Mundial São , portanto , objectivos perfeitamente realizáveis.

Rede G8 Porto apela à tua participação

Olá companheir@!

Constituiu-se no Porto e está agora em fase de crescimento, uma rede de pessoas e organizações que se opõem às políticas do G8 e aos impactes ambientais provocados pelas suas decisões ( ou falta delas...).

Esta Rede vem responder ao apelo de acção contra as alterações climáticas lançado pela rede internacional Rising Tide (para saber mais visita: http://risingtidenorthamerica.org/wordpress/2007-g8-portugese/).

Vamos levar a cabo uma primeira acção de protesto no próximo dia 8 de Junho, em simultâneo com as Redes G8 de Lisboa a par de outras em muitos outros países, exigindo Justiça Climática. Vamos contribuir para assinalar esse dia como Dia Internacional de Acção Directa pela Justiça Climática e para o contrapor à Cimeira do G8, que se realiza de 5 a 8 de Junho em Rostock, Alemanha.

Queremos marcar este dia com um protesto bem vivo e por isso apelamos a que «te deixes cair nesta rede» porque estamos certos que partilhas destes pontos de vista. A tua participação é importante e podes colaborar de várias formas - pintura, filmagem, representação, distribuição do nosso manifesto, interacção com a população, bicicletada e o mais que queiras sugerir!
É também fundamental que ajudes desde já a passar a palavra.

O que vamos fazer?

Vamos simular um mercado de direitos de emissão («Outlet do Carbono») onde haverá figurantes a representar cada um dos líderes do G8 a tentar comprar direitos a outros países, ou seja, a «oferecer» gases de efeito de estufa (simbolizados por balões negros «negociados» com quem vai a passar na rua...). Denunciar-se-á localmente um dos aspectos que mais gravemente está a contribuir para esta situação na zona do Porto : o abuso e favorecimento do automóvel privado a par com o desprezo e crescente mau trato dado aos transportes colectivos e aos seus utentes.

Onde o vamos fazer?

Na Rua de Santa Catarina. Ponto de encontro no centro comercial de Via Catarina.

Quando?

dia 8, claro, sexta-feira, a partir das 15.30h.

Estamos certos que já te despertamos a vontade de participar, não deixes de te inscrever (nome, email, eventualmente telefone).
Precisamos de tod@s neste evento, precisamos de tod@s para continuar a urdir a Rede.

Rede G8 Porto

Para colaborares e para mais informações contacta:rede-g8-porto@pegada.net
936333332
966060499
919053035

Para acompanhares estes preparativos visita:

http://www.geoito2007.blogspot.com/

8 Junho - Dia Internacional de Acção Directa pela Justiça Climática

8 de Junho de 2007 - Dia Internacional de Acção Directa pela Justiça Climática: Contra as Alterações do Clima e o G8

A Humanidade enfrenta hoje o maior problema ecológico de todos os tempos. O Planeta está em risco e é urgente agir para combater as alterações do clima. Os impactos que já se manifestam são alarmantes e os cenários de futuro são assustadores: 19 dos 20 anos mais quentes registaram-se desde 1980, 1 milhão de espécies poderá extinguir-se até 2050, desertificação, escassez de água, cheias e inundações, …Se nada for feito, milhões de pessoas em todo o Mundo serão afectadas, sobretudo nos países e comunidades mais pobres: migrações forçadas, doenças, pobreza, fome…

Os países mais ricos, representados no G8, são os responsáveis históricos pela crise ambiental. E a cópia do seu modelo de desenvolvimento pelas economias ditas emergentes significa a catástrofe.

Energia e Alterações Climáticas serão os temas fortes na próxima reunião do G8, entre 6 a 8 de Junho, na Alemanha. Mas sabemos o que isto significa: os interesses dos mais ricos e seus aliados estratégicos não são os interesses das populações do Globo. O futuro de tod@s continuará a ser decidido à porta fechada por uns poucos: manter-se-á a busca do lucro fácil e imediato, o poder hegemónico das multinacionais que mercadorizam o mundo e a vida, a exploração desenfreada dos recursos colectivos e a poluição destrutiva, ….

O mercado continuará a ser a resposta de fundo à crise e ele significa duas coisas muito simples: o peso da redução das emissões poluentes será transferido para os países do Sul, sob uma nova forma de neo-colonialismo, e a redução não será rápida o suficiente para evitar consequências dramáticas sobre @s mais pobres.

Combater as alterações climáticas com justiça social significa reduzir já e radicalmente as emissões poluentes, sobretudo nos países mais ricos. Este é o apelo à justiça climática! Este é o apelo à mobilização social e acção directa contra o G8!

Dia 8 de Junho será o Dia Internacional de Acção Directa pela Justiça Climática, convocado pela Rede Internacional Rising Tide. Este é o apelo a acções autónomas, descentralizadas e criativas em várias cidades e locais do Mundo. Já estão marcadas iniciativas no Reino Unido, América do Norte, Alemanha, Canadá, Austrália e muitos outros.

Também em Portugal podemos ajudar a construir este protesto global, em festa e com imaginação.

Lisboa, Porto e Coimbra serão alguns desses locais de acção, juntando vários activistas individuais e de movimentos e associações que se identifiquem com o tema.
Já realizámos aqui as primeiras reuniões, onde se viram algumas iniciativas possíveis para realizar até e no dia 8 de Junho.

Participa e ajuda a construir o protesto!

Em Lisboa sabe mais e participa em: justica.climatica@gmail.com
No Porto informa-te e colabora através do mail: rede-g8-porto@pegada.net

Podes acompanhar os preparativos desta iniciativa neste blogue!

MOVE AGAINST G8

terça-feira, 29 de maio de 2007

Nelson Mandela [Peace Nobel] urging us not to forget...

Nelson Mandela lembra os países ricos sobre as promessas que fizeram para acabar com a pobreza.

Reforma das Nações Unidas

O projecto neoconservador passava, entre outras coisas, por desvalorizar o papel das Nações Unidas no Mundo. Esta desvalorização interessava porque, como se revelou na decisão dos EUA de invadir o Iraque, as Nações Unidas não se revelaram dóceis, rejeitando aquela invasão.
A verdade é que, por muitos defeitos que tenha, e tem muitos, a Organização das Nações Unidas é a única organização onde todos falam com todos. É aí que os problemas de âmbito mundial devem ser discutidos e negociados.
É no entanto necessário reformar a ONU. Aqui pode ler-se alguma da discussão havida.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Amnistia Internacional: Mundo mais inseguro

Mundo ainda mais perigoso do que no auge da guerra fria
"Quando encaramos os outros como uma ameaça e estamos dispostos a negociar os seus direitos humanos em troca da nossa segurança, estamos a jogar um jogo sem vencedores", afirma a secretária-geral da Amnistia Internacional (AI), Irene Zubaida Khan, na mensagem que hoje acompanha a divulgação do relatório anual daquela organização não-governamental com sede em Londres. "O mundo encontra-se tão polarizado como no auge da guerra fria, e em muitos aspectos mais perigoso. Os princípios universais que nos deviam unir estão a ser desbaratados em nome da segurança. A agenda é ditada pelo medo - instigado, encorajado e sustentado por líderes sem princípios", acrescenta aquela jurista de 50 anos natural do Bangladesh."As políticas do medo tornaram-se mais complexas com o aparecimento de grupos armados e grandes grupos empresariais que cometem ou permitem abusos dos direitos humanos. Governos fracos e instituições internacionais ineficazes são incapazes de os fazer responder pelos seus actos, deixando as pessoas vulneráveis", prossegue Irene Khan.

O primeiro-ministro australiano, John Howard, o Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e o do Sudão, Omar al-Bashir, são evocados entre os que recorrem ao medo (de imigrantes, do terrorismo ou de invasões estrangeiras) para reforçarem o seu poder
. E considera-se que "os trabalhadores migrantes alimentam o motor da economia mundial". O desafio da globalização"A marginalização de uma enorme parte da humanidade não deve ser encarada como um custo inevitável da prosperidade global. Não existe nada de inevitável nas políticas e decisões que negam às pessoas os direitos económicos e sociais", afirma a secretária-geral. E logo recorda que, na África, na Ásia e na América Latina, milhões de pessoas estão a ser expulsas das suas terras "sem direito a um processo justo, pagamento de compensações ou direito a alojamento alternativo".
Os africanos, que "têm sido há muito vítimas da ganância dos governos e empresas ocidentais, enfrentam agora um novo desafio por parte da China", diz Irene Khan, segundo a qual "as normas de saúde, segurança e tratamento dos trabalhadores por parte das empresas chinesas estão aquém dos padrões internacionais".Noutro ponto deste longo libelo acusatório sublinha-se que "a procura de terras, madeira e recursos minerais por parte das grandes empresas está a ameaçar a identidade cultural e a subsistência diária de muitas comunidades na América Latina", algumas das quais se encontram em risco de sobrevivência.
Na Rússia, "os crimes de ódio contra estrangeiros e minorias são comuns, mas até há pouco eram raramente julgados, porque se alimentavam da propaganda nacionalista das autoridades", entendem os autores do relatório que hoje de manhã será apresentado em Londres e do qual o PÚBLICO obteve antecipadamente uma cópia. Um dos múltiplos aspectos deste diagnóstico do mundo contemporâneo é o das atitudes anticiganas na União Europeia, "com a segregação e a discriminação na educação, saúde e habitação, e a exclusão da vida pública a persistirem em alguns países". A população de etnia cigana é considerada a maior, mais pobre e jovem minoria da Europa, com um número calculado entre 9 e 12 milhões.
Declara-se ainda neste trabalho anual da mais importante organização não-governamental de direitos humanos agora apresentado na capital britânica que os incidentes de islamofobia e anti-semitismo são cada vez mais evidentes na comunidade internacional e que em muitas partes do mundo o sentimento antiocidental e antiamericano atingiu proporções inéditas. Por outro lado, faz-se uma crítica à ONU, que demorou semanas a demonstrar no ano passado qualquer vontade de apelar a um cessar-fogo no conflito do Líbano, em que acabaram por morrer cerca de 1200 civis. E nota-se que a comunidade internacional também pouco fez para resolver as restrições à liberdade de movimento dos palestinianos nos territórios ocupados por Israel.
Os africanos, que "têm sido há muito vítimas da ganância dos governos e empresas ocidentais, enfrentam agora um novo desafio por parte da China", diz Irene Khan, segundo a qual "as normas de saúde, segurança e tratamento dos trabalhadores por parte das empresas chinesas estão aquém dos padrões internacionais". Noutro ponto deste longo libelo acusatório sublinha-se que "a procura de terras, madeira e recursos minerais por parte das grandes empresas está a ameaçar a identidade cultural e a subsistência diária de muitas comunidades na América Latina", algumas das quais se encontram em risco de sobrevivência.Na Rússia, "os crimes de ódio contra estrangeiros e minorias são comuns, mas até há pouco eram raramente julgados, porque se alimentavam da propaganda nacionalista das autoridades", entendem os autores do relatório que hoje de manhã será apresentado em Londres e do qual o PÚBLICO obteve antecipadamente uma cópia.Um dos múltiplos aspectos deste diagnóstico do mundo contemporâneo é o das atitudes anticiganas na União Europeia, "com a segregação e a discriminação na educação, saúde e habitação, e a exclusão da vida pública a persistirem em alguns países". A população de etnia cigana é considerada a maior, mais pobre e jovem minoria da Europa, com um número calculado entre 9 e 12 milhões. Declara-se ainda neste trabalho anual da mais importante organização não-governamental de direitos humanos agora apresentado na capital britânica que os incidentes de islamofobia e anti-semitismo são cada vez mais evidentes na comunidade internacional e que em muitas partes do mundo o sentimento antiocidental e antiamericano atingiu proporções inéditas.Por outro lado, faz-se uma crítica à ONU, que demorou semanas a demonstrar no ano passado qualquer vontade de apelar a um cessar-fogo no conflito do Líbano, em que acabaram por morrer cerca de 1200 civis. E nota-se que a comunidade internacional também pouco fez para resolver as restrições à liberdade de movimento dos palestinianos nos territórios ocupados por Israel.
Quanto ao Darfur, problema particularmente visível desde o início de 2003, "é uma ferida que sangra na consciência do mundo. O Conselho de Segurança das Nações Unidas está minado por desconfiança e duplicidade por parte dos seus membros mais poderosos", conclui o trabalho desta entidade de carácter humanitário. Quanto ao Darfur, problema particularmente visível desde o início de 2003, "é uma ferida que sangra na consciência do mundo. O Conselho de Segurança das Nações Unidas está minado por desconfiança e duplicidade por parte dos seus membros mais poderosos", conclui o trabalho desta entidade de carácter humanitário.

Relatório da Amnistia Internacional


quarta-feira, 23 de maio de 2007

Assine a petição: G8 e Alterações Climáticas

Ajude a pressionar o G8 a tomar medidas pelo combate às Alterações Climáticas subscrevendo esta petição.A AVAAZ.org, World in Action, é uma organização que procura mobilizar os cidadãos de todo o mundo contra a guerra e por causas comuns à Humanidade.